segunda-feira, abril 07, 2008

POEMA

Uma risada

de safira na ilha de Ceilão

As mais belas palhas

Têm a cor esmaecida

Na prisão

Numa fazenda isolada

NO DIA-A-DIA

agrava-se

O agradável

Um caminho carroçável

vos conduz ao desconhecido
O Café

roga por si mesmo

O ARTESÃO QUOTIDIANO DE VOSSA BELEZA

Senhora,

um par
de meias de seda

não é

Um salto no vazio

UM CERVO

Antes de tudo o amor

Tudo poderia acabar tão bem

Paris é uma grande aldeia

Vigial

o fogo incubado

a oração

Sabei que

os raios ultravioleta

terminaram seu trabalho
bom e rápido

O PRIMEIRO JORNAL BRANCO
DO ACASO

Vermelho será

O cantor errante


ONDE ESTARÁ?

na memória

em sua casa

NO BAILE DOS ARDENTES
Faço
dançando
O que se fez, o que se fará

"Os papéis colados de
Picasse e de Braque têm o mesmo valor que a introdução de um lugar-comum
num desenvolvimento literário do estilo mais castiço. É até mesmo permitido
intitular POEMA o que se obtém pela agregação tão gratuita quanto possível
(observemos, faz favor, a sintaxe) de títulos e fragmentos de títulos recortados
dos jornais."


André Breton, Manifesto do Surrealismo

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